Manaus – A engrenagem econômica do Amazonas não depende apenas das linhas de montagem, mas de uma complexa rede logística que conecta a floresta ao resto do mundo. No último sábado (11), o programa Zona Franca de Portas Abertas, coordenado pela Suframa, deu início ao seu calendário de abril levando 16 acadêmicos de Administração da Universidade Nilton Lins para o coração das operações portuárias da região: o Porto Chibatão. Essa visita técnica reforça a estratégia da autarquia em transformar o Polo Industrial de Manaus (PIM) em um laboratório vivo para futuros gestores, unindo a teoria da sala de aula à prática das operações de cabotagem e armazenamento de contêineres.
Importância do Porto Chibatão
O Porto Chibatão não é apenas o maior terminal privado da Região Norte; ele é o principal ponto de entrada e saída para a economia local. Sua relevância para o modelo ZFM é absoluta, funcionando como a principal porta de abastecimento por onde entram insumos industriais e bens de consumo diário, como alimentos, medicamentos e vestuário. Paralelamente, o terminal atua como o braço logístico essencial para escoar a produção local para outros estados e países. Essa operação demonstra a força da multimodalidade na região, integrando o transporte rodoviário e as hidrovias para superar os desafios geográficos da Amazônia.
Encontro entre Academia e Logística
Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, compreender a questão logística do estado é fundamental para entender a lógica do modelo da Zona Franca. A visita dos estudantes ganha ainda mais peso por ocorrer em um momento de resiliência e crescimento estratégico para o PIM. Dados da autarquia apontam que, no primeiro bimestre de 2026, o faturamento total das empresas locais alcançou a marca de R$ 37 bilhões, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior. O grande diferencial do período foi o salto de 27% nas exportações, reforçando a alta competitividade internacional da região e a necessidade de infraestruturas prontas para novos negócios.
Preparando Futuros Gestores
Para o professor Wladson Souza, responsável por acompanhar o grupo universitário, a eficiência operacional observada no porto só é possível graças a uma retaguarda administrativa robusta. Ele elogiou a facilidade de acesso ao programa de visitas pelo site da Suframa, aproximando o meio acadêmico da realidade industrial. Ao abrir as portas para os estudantes, a Zona Franca de Manaus deixa de ser um conceito distante e passa a ser compreendida como um ecossistema prático e integrado. Essa vivência é o primeiro passo para garantir que a futura mão de obra esteja plenamente capacitada para gerenciar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.



