A crise do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master está ganhando novos contornos com a recente revelação de mensagens de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Essas comunicações demonstram que Costa já estava elaborando estratégias jurídicas para uma possível liquidação do Banco Master cerca de dois meses antes da oficialização pela autoridade reguladora.
Evidências de Conluio
Em uma mensagem encaminhada em 29 de setembro de 2025, Costa instou o então diretor jurídico, Jacques Veloso, a definir ações legais para um cenário de falência do Banco Master. Esse alerta foi emitido apenas 50 dias antes da intervenção do Banco Central (BC), que ocorreria em meio a tentativas frustradas do BRB de adquirir a outra instituição.
Intervenção do Banco Central
A situação se agravou quando, no mesmo dia da interrupção das atividades do Master, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. Essa operação resultou no afastamento imediato de Paulo Henrique Costa, que mais tarde teve sua prisão decretada, acusado de receber propinas significativas através de transações relacionadas a imóveis de luxo, favorecendo o Banco Master junto ao BRB.
Governança e Consequências
Jacques Veloso, em resposta às investigações, afirmou que as reuniões e contratações de advogados especializados foram ações proativas para proteger os interesses do BRB. Entretanto, as revelações levantam sérias questões sobre a governança do banco, especialmente a rapidez na aprovação de documentos e o entendimento da cúpula sobre a situação de insolvência do Banco Master.
As implicações desse caso não são apenas jurídicas, mas também éticas, gerando repercussões significativas para a imagem do BRB e sua liderança durante a gestão de Costa. Enquanto as investigações continuam sob sigilo de Justiça, muitas incertezas permanecem.



