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Polícia Federal investiga irregularidades na gestão da Amazonprev

Polícia Federal investiga irregularidades na gestão da Amazonprev

Amazonas – A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/3), a Operação Sine Consensu, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas, no período de junho a setembro de 2024. A ação conta com o apoio do Ministério da Previdência Social.

As investigações apontam que cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários. Também foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas.

Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, além do afastamento de servidores públicos de suas funções.

Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e corrupção.

Irregularidades na gestão previdenciária

A análise inicial revelou que a aplicação indevida de recursos previdenciários é uma questão séria. O uso de Letras Financeiras fora das diretrizes estabelecidas pode comprometer a segurança financeira dos beneficiários, colocando em risco a aposentadoria e os fundos de pensão dos servidores do estado.

Impacto das operações na previdência

As operações da Polícia Federal visam não apenas investigar, mas também restaurar a confiança na gestão previdenciária do Amazonas. O afastamento de servidores pode ser um passo importante para assegurar que novos procedimentos e controles sejam implementados para evitar futuras inconformidades. Dessa forma, fortalecem a responsabilidade na administração dos recursos públicos.

Próximos passos e consequências legais

Com as investigações em curso, as consequências legais podem ser severas para os envolvidos nas práticas de gestão temerária e corrupção. Além de possíveis penalidades administrativas, os servidores públicos e outras partes ligadas às falências de compliance podem enfrentar processos judiciais, além de responderem por danos financeiros ao estado.