Amazonas – Pacientes que procuraram atendimento no SPA do São Raimundo, zona oeste da cidade, relataram uma situação preocupante: apenas um médico estaria atendendo uma grande quantidade de pessoas na unidade, provocando longas filas, demora e indignação entre usuários que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).
A realidade enfrentada pela população contrasta com os discursos oficiais sobre os esforços para reorganizar a rede estadual de saúde. Enquanto cidadãos aguardam por atendimento em corredores lotados, a falta de profissionais e a sobrecarga das unidades continuam sendo uma das principais reclamações dos usuários do sistema.
Recentemente, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou em entrevista que sua gestão já realizou o pagamento de mais de R$ 100 milhões a médicos e demais trabalhadores da saúde nos primeiros 70 dias de governo. Segundo ele, a crise financeira enfrentada pelo setor seria resultado de passivos acumulados em administrações anteriores.
“Nesses 70 dias eu já paguei mais de R$ 100 milhões para os médicos e também os outros trabalhadores da saúde”, declarou o governador durante a entrevista.
Entretanto, para quem aguarda atendimento no SPA do São Raimundo, a discussão sobre dívidas herdadas pouco altera a realidade enfrentada diariamente. O que a população cobra é a presença de profissionais suficientes para garantir atendimento digno, rápido e eficiente.
Falta de médicos e superlotação na saúde
A presença de apenas um médico para atender dezenas de pacientes evidencia um problema estrutural que há anos afeta a saúde pública amazonense. Este cenário é preocupante e reflete uma crise que, apesar dos investimentos e promessas, persiste na atenção básica e emergencial.
A superlotação das unidades, a demora no atendimento e a insuficiência de equipes médicas têm sido apontadas por usuários e profissionais como reflexos de uma crise que atravessa diferentes governos. Em diversos momentos, cidadãos clamam por melhor organização dos serviços ofertados, mas a solução parece distante.
Moradores questionam como uma unidade de urgência e emergência pode funcionar adequadamente com quadro reduzido de profissionais enquanto a demanda por atendimento continua aumentando. A escassez de médicos, aliada a uma população crescente, resulta em filas intermináveis e espera angustiante em um sistema que deveria oferecer suporte imediato a quem precisa.



