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Petróleo em alta e bolsas em queda: impactos da guerra no Irã

Petróleo em alta e bolsas em queda: impactos da guerra no Irã

Os mercados financeiros enfrentam forte tensão devido ao recente aumento de conflitos no Oriente Médio. Nesta segunda-feira, 2 de março, os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, seguidos pela retaliação de Teerã, geraram um impacto significativo nos preços das commodities e nas Bolsas globais.

Reações no Mercado de Petróleo

O aumento da hostilidade resultou em uma escalada no preço do petróleo. O barril do Brent, referência internacional, viu uma alta impressionante de quase 14% nas primeiras transações, sendo negociado a 79,95 dólares, um aumento de 9,7% em relação ao fechamento anterior. O West Texas Intermediate (WTI) também avançou, com uma alta de 9%, alcançando 73,04 dólares. Essa movimentação foi impulsionada pelo ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros oficiais importantes.

Impactos no Transporte Marítimo e Gás Natural

O conflito está causando pressão no transporte marítimo, especialmente no Estreito de Ormuz, uma rota crucial que transporta cerca de 20% do petróleo mundial. A Organização Marítima Internacional alertou as empresas sobre os riscos e recomendou evitar a área. Além disso, o preço do gás natural também disparou, com o contrato futuro do TTF holandês subindo mais de 20%, refletindo a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento de gás natural liquefeito do Golfo, em particular do Catar.

Movimento nas Bolsas e Setor Energético

As Bolsas de valores começaram o dia em queda. Na Ásia, Tóquio e Hong Kong enfrentaram declínios de 1,4% e 2,1%, respectivamente. As bolsas europeias também mostraram números negativos, com Paris caindo 1,96% e Frankfurt 1,99%. O setor de turismo e aéreo liderou as perdas, enquanto as ações de empresas de energia, como Shell e BP, subiram em resposta ao aumento dos preços do petróleo. Essa volatilidade nos mercados reflete a incerteza crescente com o desdobramento deste conflito e seus efeitos na economia global.

Em um esforço para mitigar essas flutuações, países da Opep+, como Arábia Saudita e Rússia, anunciaram um aumento na produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de abril. Os investidores, por sua vez, buscaram segurança em ativos como ouro, que subiu 2%, e no dólar, que também ganhou valor. Estes movimentos são indicativos de um clima de cautela que permeia os mercados, à medida que todos observam atentamente os desdobramentos do conflito e suas potenciais implicações económicas.