Manaus – Funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira, 17, ao chegarem para trabalhar e serem impedidos de entrar no cartório, que está sob processo de intervenção.
Segundo relatos dos colaboradores, todos teriam sido informados de uma demissão em massa, apesar de afirmarem que não há decisão oficial publicada prorrogando ou encerrando a intervenção do órgão, o que gerou ainda mais incertezas sobre a situação trabalhista. Este cenário caótico destaca a grave crise no registro de imóveis da região, onde a falta de informação e a insegurança motivam preocupações.
Revoltados e em busca de esclarecimentos
O episódio provocou revolta entre os trabalhadores, que passaram a se concentrar em frente ao local em busca de esclarecimentos e medidas jurídicas. A situação é crítica, considerando que muitos deles dependem exclusivamente do trabalho no cartório.
Além da dispensa repentina e do bloqueio de acesso ao prédio, os funcionários também denunciam uma série de irregularidades ocorridas durante a gestão da substituta interina. A falta de clareza nas ações administrativas é um eloquente sinal de que a intervenção pode estar desvirtuada dos seus objetivos.
Denúncias graves durante a intervenção
Entre as acusações estão casos de suposto assédio moral, atrasos no pagamento de salários e benefícios, além de falta de transparência na condução administrativa. Os relatos apontam que a situação dos funcionários se deteriorou significativamente nas últimas semanas.
Os trabalhadores também relatam episódios de intimidação, incluindo a presença de um policial armado dentro do cartório, o que teria aumentado o clima de tensão no ambiente de trabalho. Essa atmosfera hostil não apenas prejudica a saúde mental dos colaboradores, mas também afeta a eficiência e a qualidade do serviço prestado à comunidade.
A busca por direitos e apoio jurídico
Até o momento, não houve manifestação oficial da administração do cartório sobre as denúncias apresentadas pelos funcionários nem sobre a situação das supostas demissões. Essa falta de resposta é alarmante e pode indicar um descaso com os direitos dos trabalhadores, que aguardam ansiosamente por esclarecimentos.
Os colaboradores afirmam que buscam agora apoio jurídico e trabalhista para esclarecer o caso e garantir seus direitos. A luta deles não é apenas por salários em dia, mas também por um ambiente de trabalho saudável e respeitoso.
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