O caso de Divoney Perasa de Souza, um policial civil aposentado que faz parte do cenário cultural do Amazonas, levanta questões importantes sobre a violência contra a mulher. Após ameaçar sua ex-companheira de forma violenta, o ex-policial continua em um cargo de destaque, o que tem gerado polêmica.
Divoney Perasa de Souza e sua posição no Boi Garantido
Divoney ocupa o cargo de presidente administrativo do Boi Garantido, mesmo após o conhecimento do seu histórico de violência. Sua permanência neste cargo, em um dos maiores símbolos culturais do Amazonas, surpreende e gera indignação na sociedade.
Histórico de agressões e ameaças
O ex-policial já possui várias denúncias de violência contra mulheres. Em abril de 2026, foi acionado na Justiça por descumprimento de uma medida protetiva. Anteriormente, outras ex-companheiras relataram ameaças e situações de agressão, incluindo um caso em que uma mulher foi mantida em cárcere privado.
O vazamento de um vídeo em que Divoney faz ameaças explícitas contra sua ex-esposa resultou na emissão de um mandado de prisão pela Polícia Civil do Amazonas. As ameaças incluem declarações grotescas, aumentando a preocupação com o seu comportamento e sua permanência em um cargo de destaque.
Questão da impunidade e a cultura do silêncio
A continuidade de Divoney no Boi Garantido expõe uma contradição na sociedade: como alguém com tais alegações pode ainda estar em uma posição tão pública? Este cenário reflete a dificuldade de se lidar com a violência contra a mulher, que é frequentemente silenciada em diversas esferas da sociedade.
Diante de um comportamento repetido de violência e impunidade, a normalização de sua permanência em um cargo prestigiado levanta questões sobre a responsabilidade de organizações culturais e da sociedade em geral em relação à prevenção da violência contra as mulheres.
