Manaus — O que começou como um relato impressionante sobre um Objeto Voador Não Identificado (OVNI) transformou-se num autêntico cenário de angústia e denúncia de perseguição na Região Metropolitana de Curitiba. Na noite desta segunda-feira (8), o influenciador digital e sobrevivencialista Mayk Leão publicou um contundente desabafo nas suas redes sociais após encontrar animais da sua chácara mortos, levantando graves suspeitas de uma violenta campanha de intimidação contra a sua vida.
Ao regressar de uma viagem programada, Mayk deparou-se com uma cena devastadora na sua propriedade rural. A sua cabra de estimação, carinhosamente batizada de Margarida, foi encontrada sem vida dentro do seu abrigo regular. Visivelmente abalado e a chorar copiosamente, o criador de conteúdo registou o momento num vídeo que rapidamente ecoou pelas redes sociais. Nas imagens, ele aparece abraçado ao corpo do animal, confrontando a aparente crueldade do ato.
De acordo com o relato do influenciador, as mortes guardam indícios de intencionalidade criminosa. Margarida era um animal saudável e estava devidamente protegida nas dependências internas da fazenda, o que descarta mortes por causas naturais imediatas ou fuga. “Vocês esperaram eu sair de casa para vir machucá-los, esperaram eu viajar”, acusou Leão no vídeo, direcionando-se aos supostos invasores das suas terras. Revelou ainda que, nas últimas horas, uma pata e os seus filhotes também foram mortos por atropelamento proposital dentro dos limites da propriedade.
Medo e Silenciamento na Comunidade Local
O tom do desabafo do sobrevivencialista escalou rapidamente do luto para o temor real pela sua integridade física. Mayk, cujo histórico de produção de conteúdo está amplamente ligado ao resgate e acolhimento de animais, afirmou categoricamente que os ataques brutais às suas criações são uma tentativa extrema de o calar após as revelações ufológicas feitas por ele no final do mês passado.
“Quem é o próximo? Sou eu? Matem-me logo! Não fiquem a judiar dos bichos. Eles não têm culpa de nada do que eu vi. E depois vocês dizem que eu estou a inventar. Olhem o que estão a fazer. Estão a tentar de tudo para me silenciar”, disse Mayk Leão, em pronunciamento nas redes sociais.
Na legenda da publicação, que gerou forte engajamento em plataformas como o Instagram e o X (antigo Twitter), o paranaense reforçou o apelo por segurança e pediu o auxílio de empresas privadas para a instalação urgente de sistemas de monitorização por câmaras de alta definição nos pastos e abrigos da chácara.
Da Revelação UFO à Intensificação das Hostilidades
O estopim para a onda de hostilidades que circunda a rotina de Mayk ocorreu no dia 31 de maio de 2026. Na ocasião, o influenciador relatou ter avistado e registado em vídeo um objeto luminoso e estático a pairar sobre as montanhas que cercam a sua propriedade em Campo Largo. Atraído inicialmente por ruídos incomuns na área de mata fechada, que pensou tratar-se de algum animal silvestre, acabou por se deparar com o suposto fenómeno ufológico.
O impacto digital da postagem foi avassalador. Em questão de dias, a base de seguidores de Mayk saltou de modestos 40 mil para uma comunidade massiva de mais de 2 milhões de utilizadores no Instagram, ávidos por desdobramentos do caso.
Reações Oficiais e Consequências para Mayk Leão
A Posição da FAB: Diante da imensa repercussão do caso nas redes sociais, a Força Aérea Brasileira (FAB) emitiu uma nota oficial informando que não identificou ou registou qualquer ocorrência de tráfego aéreo incomum ou anomalia radar na região de Campo Largo no dia 31 de maio.
Plataformas Digitais: Segundo o criador de conteúdo, o Instagram iniciou a remoção sistemática de alguns de seus vídeos informativos sobre o avistamento, sob alegações de violação de diretrizes da comunidade.
Contudo, a explosão de popularidade trouxe consequências alarmantes fora dos ecrãs. O criador de conteúdo relatou que a sua propriedade passou a sofrer invasões recorrentes de curiosos e de detratores que contestavam veementemente a veracidade das suas imagens. A escalada culminou na receção de mensagens com ameaças de morte diretas e, atualmente, na perda violenta dos seus animais de estimação. Até ao momento, as autoridades policiais da região não emitiram um parecer formal sobre a abertura de um inquérito para apurar a invasão de propriedade e o crime de maus-tratos a animais.
