O caso de ustentação de prisão no Amazonas teve um novo desdobramento após a decisão da desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ela negou o pedido de revogação da prisão de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, familiares da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, que foi encontrada morta em maio de 2024.
Decisão do Tribunal
A prisão preventiva dos investigados continua válida enquanto o processo tramita na Justiça. A defesa de Cleusimar e Ademar alegou constrangimento ilegal, argumentando que estavam presos há mais de 600 dias sem condenação definitiva. Porém, a magistrada avaliou que faltavam elementos que justificassem a concessão de uma medida de urgência. Segundo ela, “o exame mais aprofundado da matéria deve ser reservado ao julgamento definitivo pelo órgão colegiado”.
Contexto do Caso
Os dois foram presos em 28 de maio de 2024, data em que Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua residência, no bairro Cidade Nova, na zona Norte de Manaus. As investigações revelaram a atuação de um grupo vinculado à seita Pai, Mãe, Vida, que utilizava cetamina para induzir estados de transe nos participantes.
Desdobramentos e Implicações Legais
O caso tem se desdobrado com novas prisões ao longo de 2024 e 2025. O TJAM já anulou uma condenação inicial, entendendo que houve cerceamento de defesa. Os advogados dos acusados não tiveram acesso ao laudo toxicológico definitivo, prejudicando assim o direito à ampla defesa. A reavaliação do processo foi determinada, evidenciando as complexidades jurídicas que envolvem o caso.
