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Amazonas se prepara para seca severa e empresários reforçam estoques

Amazonas se prepara para seca severa e empresários reforçam estoques

O Amazonas enfrenta uma expectativa preocupante com a possibilidade de uma seca severa no segundo semestre de 2026. Embora o pico da cheia dos rios esteja previsto para julho, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) já antecipa uma estiagem intensa e prolongada, que pode impactar diretamente a navegação e o abastecimento de mercadorias em Manaus e municípios do interior.

Preocupações com o Transporte Fluvial

Empresários da região começaram a antecipar compras e reforçar estoques, buscando minimizar os efeitos logísticos de secas extremas que têm se repetido nos últimos anos. A redução do nível dos rios pode comprometer gravemente o transporte de cargas, causando atrasos e problemas no abastecimento de produtos essenciais para a economia local.

De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, a principal preocupação do estado se concentra no transporte fluvial. Este modal é vital para o funcionamento da economia amazonense e para a distribuição de mercadorias às cidades do interior, onde grande parte da população depende do que é trazido pelos rios.

Medidas de Prevenção e Apoio

Frente ao risco de estiagem severa, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) fez um apelo ao governo estadual para a implementação de medidas que possam atenuar os impactos sobre o setor produtivo. Entre as sugestões apresentadas, está o parcelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para produtos adquiridos antecipadamente para formação de estoques. Tais ações podem ajudar os empresários a lidar melhor com os desafios logísticos que uma seca pode trazer.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) também é favorável à criação de um planejamento prévio e de medidas fiscais de apoio durante o período crítico. Segundo o presidente da entidade, Aderson Frota, a antecipação das compras pode afetar o fluxo de caixa das empresas. Por isso, é fundamental que haja um suporte financeiro e tributário adequado durante essa fase. A proposta é que as ações sejam tomadas com a antecedência necessária para garantir a segurança alimentar e a continuidade das operações comerciais.

Impactos das Secas Passadas

A preocupação em relação à estiagem se agrava considerando os efeitos das secas históricas que o Amazonas já enfrentou nos últimos anos. Essas crises resultaram em dificuldades na navegação, aumento dos custos de transporte e o isolamento de comunidades que dependem exclusivamente do abastecimento via fluvial.

A seca também trouxe problemas significativos em várias regiões do estado, dificultando o acesso a produtos essenciais e contribuindo para a elevação dos preços. Essas questões ressaltam a necessidade de um planejamento estratégico para lidar com as intempéries climáticas, garantindo que as economias locais possam resistir a novos desafios e continuem funcionando adequadamente.

À medida que o estado se prepara para uma nova possível escassez hídrica, medidas de mitigação e gestão de recursos hídricos tornam-se ainda mais relevantes. Se as projeções do SGB se concretizarem, não apenas o Rio Amazonas, mas todos os seus afluentes poderão sofrer com o rebaixamento dos níveis de água, impactando a vida e a economia de milhões de pessoas.

Portanto, tanto o setor público quanto o privado precisam trabalhar juntos para desenvolver estratégias de resiliência contra as secas. O apoio a iniciativas que promovam a otimização do uso da água, bem como um incentivo a práticas sustentáveis, pode ser um caminho para enfrentar futuros desastres naturais e fortalecer a economia do Amazonas.

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