Política

Destróier USS Mahan cruza o Mediterrâneo em missão estratégica

Destróier USS Mahan cruza o Mediterrâneo em missão estratégica

A tensão geopolítica no Oriente Médio atinge um novo patamar de alerta. O destróier de mísseis guiados USS Mahan (DDG-72), da classe Arleigh Burke, ativou seus sistemas de identificação automática ao cruzar o Estreito de Gibraltar. O movimento confirma que o navio — e, por extensão, o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford — já deixou o Atlântico e ingressou no Mediterrâneo ocidental, com um destino claro: as proximidades do Irã.

O envio da frota, liderada pelo maior porta-aviões do mundo, é a resposta direta da Casa Branca ao impasse nas negociações nucleares. Com a chegada estimada em poucos dias, a força-tarefa estará posicionada para executar operações ofensivas, caso o presidente Donald Trump decida pela via militar.

Ultimato nos próximos dias

Durante a abertura do Conselho de Paz, Trump deixou claro que um cronograma para o desfecho da crise foi estabelecido. “Saberemos nos próximos 10 dias o que acontecerá. Talvez tenhamos que dar um passo a mais, ou talvez não”, declarou o republicano, mesclando diplomacia com a ameaça de força.

Estrategia militar e seus objetivos

Fontes indicam que a estratégia americana contempla ataques preliminares e limitados contra infraestruturas militares iranianas. O objetivo imediato seria pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear, que exija o desmonte total do enriquecimento de urânio. Caso a resistência persista, os planos preveem uma escalada que pode atingir a cúpula do regime.

Trump enfatiza: “Não pode haver paz no Oriente Médio se eles tiverem armas nucleares. É muito simples”. Isso reafirma que o Irã é, atualmente, o “ponto crítico” da segurança global.

Iniciativas de paz em meio a crises

Paralelamente à mobilização militar, Trump tenta posicionar-se como um pacificador. Ele afirmou que a guerra na Faixa de Gaza “acabou” e descreveu as recentes incursões israelenses como “pequenas chamas”. Os avanços diplomáticos foram creditados ao seu genro, Jared Kushner, e ao enviado especial, Steve Witkoff.

No entanto, analistas sugerem que essa demonstração de força militar pode servir a um propósito duplo. O anúncio da ofensiva coincide com um momento de desgaste doméstico para Trump, ampliando discussões sobre sua integridade em meio a polêmicas recentes. Para opositores, a “marcha para a guerra” no Irã pode ser uma estratégia para desviar a atenção do escrutínio público nos Estados Unidos.