Amazonas – O cenário político do Amazonas para as eleições de 2026 está se moldando com avanços significativos e alguns desafios históricos. O senador Omar Aziz (PSD), que visa o Governo do Estado, anunciou a deputada estadual Alessandra Campelo como sua vice, formando uma “chapa pura”. Contudo, o histórico conturbado da parlamentar em questões de corrupção traz à tona preocupações sobre essa aliança.
Um Passado Conturbado e Sua Relevância
Atualmente, Alessandra Campelo ocupa uma posição estratégica na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Ela faz parte de um grande bloco de 22 dos 24 deputados que, em sua maioria, têm trabalhado para proteger a gestão do governador Wilson Lima (União Brasil) de investigações corridas sobre corrupção. Sua relação sólida com Roberto Cidade, presidente da Casa, torna-a uma figura chave entre Wilson Lima e Omar Aziz.
Escândalos de Corrupção e Suas Consequências
Para compreender a seriedade das implicações dessa chapa, é vital relembrar a Operação Custo Político de 2015, que surgiu como desdobramento da Operação Maus Caminhos. Esta última revelou um esquema criminoso que desviou mais de R$ 110 milhões da saúde pública do Amazonas, causando um colapso no setor. Campelo é mencionada nas investigações, o que poderia comprometer sua imagem e a de Aziz diante do eleitorado.
A investigação documentou, por exemplo, uma viagem a Brasília onde Campelo e o antigo secretário de Fazenda, Afonso Lobo, foram hospedados por um empresário acusado de operar o esquema de corrupção. Este episódio – entre outros – levanta questões sobre a integridade da futura chapa.
A Troca de Poder na Eleição de 2026
Com a aproximação das eleições de 2026, a figura de Alessandra Campelo como vice de Omar Aziz traz à tona os fantasmas do passado, ao mesmo tempo que revela uma nova dinâmica de poder no Amazonas. A proximidade com pessoas envolvidas em escândalos anteriores mostra que, mesmo em um novo cenário, os problemas persistem. Embora as promessas e discursos possam ser renovados, a memória histórica e o contexto eleitoral pedem vigilância por parte do eleitorado amazonense.
Portanto, o eleitor deve estar ciente das conexões e dos precedentes que pesam sobre a política local, pois o que está em jogo não é apenas uma eleição, mas a continuidade de um sistema que, por muitas vezes, ignorou as necessidades da população em prol de interesses pessoais.



