Greve na saúde em Tabatinga: Profissionais da saúde da Unidade Hospitalar de Tabatinga, no interior do Amazonas, anunciaram uma greve para esta sexta-feira (10) em protesto contra atrasos salariais e problemas estruturais enfrentados no local de trabalho.
Segundo os trabalhadores, enfermeiros, médicos, auxiliares de limpeza e cozinheiros estão há cerca de quatro meses sem receber salários e benefícios. A situação precária tem gerado descontentamento entre os profissionais, que esperam por melhorias.
Condições de trabalho precárias
Além da falta de pagamento, os servidores denunciam condições consideradas inadequadas dentro da unidade. O hospital passa por obras que ainda não foram concluídas e, de acordo com relatos dos funcionários, a estrutura apresenta problemas como poeira, barulho constante e falta de banheiros adequados para os trabalhadores.
As condições insatisfatórias têm afetado diretamente o moral da equipe. Muitos funcionários afirmam que algumas áreas foram interditadas durante a reforma. Essa paralisação das atividades em locais essenciais causa mais transtornos e agrava a situação já delicada.
Promessas não cumpridas
Os trabalhadores também criticam promessas feitas durante visitas de autoridades estaduais ao município. Muitas dessas promessas envolviam melhorias na saúde local, que até agora não foram entregues. A expectativa alimentada por essas declarações gerou frustração entre os profissionais de saúde.
Além dos problemas salariais e estruturais, os profissionais denunciam que, após comunicarem a paralisação das atividades, passaram a sofrer ameaças de demissão. Segundo os funcionários, a possibilidade de desligamento tem sido usada como uma forma de pressão para que desistam do movimento grevista.
Impacto na população de Tabatinga
A paralisação ocorre em meio a cobranças por soluções para a regularização dos pagamentos e melhorias nas condições de trabalho. Os profissionais afirmam que a situação também prejudica o atendimento oferecido à população de Tabatinga, que depende dos serviços da unidade hospitalar em momentos de emergência.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) foi procurada para prestar esclarecimentos sobre as denúncias e o movimento grevista, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço continua aberto para esclarecimentos sobre a situação.
