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Operação contra produtora de ‘Dark Horse’ esclarece situação

Operação contra produtora de 'Dark Horse' esclarece situação

Brasil – A recente atuação da Polícia Civil de São Paulo em relação ao Instituto Conhecer Brasil levantou questões sobre sua conexão com o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentou desvincular esses eventos, afirmando que “não tem nenhum ponto de contato ou relação com o filme”. Entretanto, as investigações têm mostrado indícios que contradizem essa narrativa.

As declarações do senador foram feitas durante um encontro com a imprensa no Rio de Janeiro, onde também estavam presentes líderes do Partido Liberal, como Sóstenes Cavalcante (RJ) e Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A Operação Wi-Fi e as Denúncias

A chamada “Operação Wi-Fi” foi deflagrada pelas forças de segurança de São Paulo para desarticular possíveis fraudes em um contrato de R$ 108 milhões celebrado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. Este dinheiro foi destinado à criação de 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em áreas públicas da cidade.

A presidente do instituto, Karina Ferreira Gama, também é a principal proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, que foca no legado político de Jair Bolsonaro. Essa ligação gerou desconfiança entre as autoridades, considerando o vultoso valor investido e as improbabilidades financeiras associadas ao contrato.

Irregularidades Financeiras e Confusão Patrimonial

Os investigadores apontam não apenas para irregularidades no processo de licitação, mas também para uma “confusão patrimonial” entre as contas do instituto e da produtora de cinema. As apurações sugerem que notas fiscais foram emitidas pela ONG para si mesmas, resultando em um fluxo de dinheiro público que pode ter servido para cobrir os altos custos do longa-metragem.

Esse padrão de comportamento financeiro levantou alertas em órgãos de controle. A produção de Dark Horse, com orçamento que supera o de várias obras renomadas do cinema nacional, como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, acendeu uma luz vermelha sobre a origem dos recursos e a integridade do processo.

Repercussões e Respostas Oficiais

A Prefeitura de São Paulo emitiu um comunicado afirmando sua total cooperação com as investigações, relembrando que toda a documentação pertinente já está disponível para consulta pública. Essa postura destaca a necessidade da administração em manter a transparência em um momento delicado.

Até o momento, Karina Ferreira Gama e os representantes legais da Go Up Entertainment não se manifestaram sobre as questões levantadas. O desenrolar da situação continua a ser observado de perto, tanto por aliados como por opositores políticos.

A discussão sobre a conexão entre o filme Dark Horse e a operação policial traz à tona não apenas questões de governança e responsabilidade, mas também os limites éticos e legais na produção cinematográfica que envolve figuras públicas. A busca por respostas se intensifica, e seu impacto pode afetar tanto a candidatura de Flávio Bolsonaro quanto a percepção pública sobre o legado de Jair Bolsonaro.

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