O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi autorizado a realizar uma cirurgia em seu ombro direito, após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta autorização veio após a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apoiou o procedimento necessário para tratar as lesões no manguito rotador de Bolsonaro.
Autorização para cirurgia
Bolsonaro poderá dar entrada na internação para a cirurgia a partir desta sexta-feira (1º/5). Moraes baseou sua decisão em laudos médicos e relatórios fisioterapêuticos que apontam a necessidade da operação. O ex-presidente está em prisão domiciliar, mas poderá deixar sua residência para a intervenção, desde que respeitadas as medidas cautelares já estabelecidas.
Condições de saúde do ex-presidente
O laudo médico indica que Jair Bolsonaro está enfrentando dores persistentes e limitações nos movimentos do braço direito, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. Os exames mostraram lesões graves no manguito rotador, levando os especialistas a recomendarem a cirurgia por via artroscópica, uma técnica menos invasiva que utiliza câmeras para a reparação.
Impactos da condição de saúde
Os advogados de Bolsonaro afirmam que a falta do tratamento cirúrgico representa uma violação do direito fundamental à saúde. Eles sublinham que é imprescindível a realização da cirurgia para garantir a funcionalidade do membro e a qualidade de vida do ex-presidente. Desde que passou a cumprir a pena em prisão domiciliar, ele apresenta limitações significativas, incluindo a mobilidade do braço restrita a apenas 90 graus, além de assimetria postural e perda de força.
Atualmente, Bolsonaro está sob restrições rígidas em sua residência, as quais incluem a proibição de usar telefones celulares e receber visitas, medidas que visam evitar riscos à saúde e possíveis infecções. A expectativa é que a cirurgia possa trazer alívio para o ex-presidente e permitir uma recuperação adequada.
Com informações do Metrópoles.
