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Justiça dá 24h para Salazar apagar ataques contra David Almeida

Justiça dá 24h para Salazar apagar ataques contra David Almeida

Recentemente, a Justiça Eleitoral do Amazonas tomou uma decisão importante envolvendo figuras políticas locais. O vereador Alexandre da Silva Salazar, popularmente conhecido como Sargento Salazar, e o policial Kidson Maia de Souza foram ordenados a remover de suas redes sociais uma série de vídeos que atacam o pré-candidato ao Governo do Estado, David Almeida. Essa decisão surge em um momento crucial, já que a política local está se aquecendo, e a manipulação da informação se tornou um tema frequente.

Decisão Judicial e Implicações

A medida foi decidida pela juíza Anagali Marcon Bertazzo, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), após uma representação do partido Avante. O partido alega que os vídeos promovem uma propaganda eleitoral antecipada negativa, uma prática que não é permitida antes do período oficial de campanhas eleitorais. O prazo dado para a remoção dos conteúdos é de 24 horas, sob pena de multa de R$ 20 mil.

Conteúdo Polêmico e Reincidência

Os vídeos publicados entre 27 e 29 de março nas plataformas Instagram, TikTok e Facebook foram considerados pela Justiça como ultrapassando os limites da crítica política. As encenações realizadas associavam David Almeida a práticas ilícitas. Além disso, a frase reiterada “Nunca será governador do Amazonas” foi vista como um pedido explícito de não voto, o que e contra as normas estabelecidas. É relevante notar a reincidência de Sargento Salazar, que já havia enfrentado uma decisão judicial por conduta semelhante anteriormente.

Impacto e Próximas Etapas

A decisão do TRE-AM leva em conta o grande alcance das publicações de Salazar, que conta com mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram e cuja mensagem pode influenciar significativamente a opinião pública. Com milhões de visualizações acumuladas, a manutenção desses vídeos poderia causar um desbalanceamento na disputa eleitoral, afetando gravemente a imagem de David Almeida.

Além da ordem de remoção, agora, Sargento Salazar e Kidson Maia têm dois dias para apresentar suas defesas. Após isso, o Ministério Público Eleitoral deverá emitir um parecer sobre o caso, que levará à avaliação final da ação.

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