O Brasil está se preparando para uma temporada intensa de consumo com a Copa do Mundo de Futebol, que, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), poderá movimentar R$ 4,32 bilhões no comércio varejista. Com perspectivas de um aumento real de 6,5% em relação à edição anterior em 2022, a expectativa é que o evento impulsione o mercado de uma maneira notável.
Impacto no Comércio Varejista
A CNC atribui esse crescimento ao aumento do dinamismo do mercado de trabalho e à inflação mais baixa, que ajudaram a compensar o encarecimento do crédito. Apesar das dificuldades de financiamento, os consumidores devem focar na compra imediata de produtos, especialmente alimentos e bebidas, que são tradicionalmente consumidos durante grandes eventos esportivos.
Setores em Alta
Dos R$ 4,32 bilhões previstos, a maior parte das vendas, cerca de 70%, deve ocorrer nos hipermercados e supermercados, totalizando R$ 3,97 bilhões. Outros segmentos também se beneficiam, como vestuário e acessórios, com uma previsão de faturamento de R$ 803,7 milhões, e artigos de uso pessoal e doméstico, que incluem eletroeletrônicos menores, com R$ 262,6 milhões. Setores de informática e comunicação devem gerar R$ 198,5 milhões, enquanto móveis e eletrodomésticos estão projetados para R$ 80,2 milhões.
Tendência de Consumo nas Compras Online
Em maio, houve um aumento de 8,4% na procura por smart TVs em lojas online, segundo levantamento da CNC com dados do Google Trends. No entanto, é importante ressaltar que essa procura está 15,6% abaixo do que foi registrado nas semanas que antecederam a Copa do Mundo de 2022. Comparativamente, os níveis de demanda também permanecem inferiores em relação aos eventos de 2014 e 2018.
Conforme o relatório da CNC, o preço médio dos televisores teve uma queda de 18,9% entre as Copas do Mundo, conforme os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Contudo, essa redução de preços não parece ser suficiente para estimular as vendas ou a troca de aparelhos, como observa a CNC. “Apesar do barateamento, os consumidores ainda estão cautelosos em suas compras no varejo.”
A análise detalha que vários fatores estão assegurando um cenário complexo para as vendas durante a Copa do Mundo. Dentre eles, encontramos a modificação nas preferências dos consumidores e a hesitação devido à situação econômica. Assim, com o aumento nos custos de crédito e a necessidade de priorizar gastos essenciais, as compras relacionadas ao futebol podem não ter o mesmo ímpeto que em edições passadas.
É importante considerar que a combinação de várias circunstâncias poderá alterar a natureza do consumo durante esse evento. Se o comércio se concentrar em produtos mais acessíveis e em itens que são utilizados no dia a dia, como alimentos e bebidas, o impacto geral, embora significativo, poderá ser diferente das previsões anteriores.
Por fim, embora a expectativa de crescimento no comércio varejista brasileiro durante a Copa do Mundo seja alta, o cenário econômico em constante mudança poderá determinar o comportamento do consumidor e as estratégias de venda adotadas pelos varejistas. Portanto, a física e a economia do comportamento de compra precisam ser cuidadosamente observadas à medida que o torneio se aproxima.
