Brasil – A investigação da Polícia Federal (PF) sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no funk brasileiro revela detalhes preocupantes. As gravações que foram exibidas no programa Fantástico, da TV Globo, mostram diálogos que indicam a movimentação de grandes quantias em valores considerados ilícitos. Este esquema envolve atividades ilegais, como rifas clandestinas, apostas online e jogos não autorizados, podendo ter movimentado mais de R$ 1,63 bilhão.
A Participação dos MCs na Lavagem de Dinheiro
Os MCs Ryan e Poze do Rodo foram detidos sob acusação de envolvimento ativo nessa complexa rede de lavagens. Conforme a investigação, os agentes financeiros responsáveis pelo esquema estruturavam a entrada de recursos oriundos de práticas ilegais na economia formal. Através de empresas de fachada e contratos para shows, tentavam ocultar a origem ilícita dos fundos.
Gravações Reveladoras
As gravações apresentadas no Fantástico incluem conversas entre MC Ryan e o contador Rodrigo Morgado, onde são discutidos contratos e a necessidade de manipular a movimentação de dinheiro. Morgado, que está preso desde 2025, apresenta sugestões que visam evitar o rastreamento das finanças. Ele chega a perguntar quanto Ryan cobraria para divulgar um site de apostas, indicando operar sem a devida transparência.
O Papel do Contador e as Estratégias de Ocultação
A PF apontou que o contador de Ryan desempenhava um papel crucial na estruturação das operações financeiras, garantindo que o artista não fosse apenas um beneficiário indireto. Além de organizar os recursos, Morgado orientava sobre como proteger bens pessoais e patrimoniais, muitas vezes transferindo participações para familiares ou laranjas. O advogado de Ryan defende que ele é uma pessoa íntegra e que todos os recursos possuem proveniência comprovada e regularização tributária.
A operação, batizada de Narco Fluxo, levou à prisão de outros envolvidos, como Raphael Sousa Oliveira, o dono da Choquei, implicado por receber altos valores em troca de serviços de promoção de apostas. MC Poze também foi detido e afirmou não ter conhecimento acerca do mandado de prisão. As repercussões deste caso revelam a necessidade de uma maior investigação nas atividades do mundo do funk e seu impacto nas finanças legais.
