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Advogado reage a dicas sobre enganar ‘boys ricos’: cuidado!

Advogado reage a dicas sobre enganar 'boys ricos': cuidado!

Manaus – A influenciadora digital e ex-rainha do Peladão, Sandy Brasil, gerou polêmica nas redes sociais esta semana ao dar conselhos questionáveis a uma seguidora. A orientação envolvia a criação de uma hipotética doença como estratégia para manter dois relacionamentos com empresários, permitindo que a seguidora recebesse presentes de aniversário em dobro. Entretanto, esse “conselho” não só provocou reações de incredulidade entre os internautas, mas também fez ecoar alertas no mundo jurídico, que destaca o risco de consequências legais.

A abordagem aparentemente inofensiva de Sandy Brasil teve sua gravidade amplificada quando diversos especialistas em direito começaram a discutir as implicações de tais táticas. Segundo um advogado, lucrar com enganos e artifícios amorosos pode resultar em processos judiciais por fraude.

A polêmica da manipulação emocional

O burburinho teve início quando uma seguidora da influenciadora buscou conselhos sobre como lidar com dois pretendentes: um fixo em Manaus e outro de fora, que a visitaria no mês de seu aniversário. Ambos com perfis financeiros atrativos. A resposta da influenciadora foi chamativa: “Não larga ninguém. Monta uma estratégia, usa tuas amigas ou inventa uma virose pra usar com o boy daqui de Manaus”. Ela sugeriu até mesmo que a seguidora comprasse medicamentos e tirasse fotos para criar uma aparência sombria, tudo para vilipendiar a aventura amorosa.

O principal intuito dessa manipulação se revelou na condição estabelecida por Sandy: “Detalhe, isso só vale se os dois forem de dar BONS presentes”. Essa orientação fez com que muitos se questionassem sobre os limites entre o divertimento e a imoralidade.

Risks of Legal Repercussions

O Advogado Paulo Feitoza analisou a situação a partir de uma perspectiva legal, utilizando suas redes sociais para esclarecer os potenciais problemas que poderiam advir dessa estratégia. Ele enfatizou a linha tênue entre relacionamentos casuais e o crime: “Ela ensinou como administrar dois boys. Eu vou ensinar como administrar um processo”.

Feitoza comentou que, enquanto ter múltiplos relacionamentos não é um crime, os riscos legais surgem quando a manipulação se transforma em lucro. “Ter dois ficantes não é ilegal, o problema começa quando a mentira passa a dar lucro. E é exatamente aí que começam as consequências jurídicas”, apontou.

O advogado delineou três possíveis consequências que podem emergir em situações onde o amor se transforma em ferramenta de fraude:

  • Restituição de Valores: Aqueles que utilizam um relacionamento falso para obter dinheiro, presentes ou serviços podem ser processados e ter que devolver tudo o que receberam.

  • Indenização por Danos: Além de devolver os valores, a pessoa que perpetrar a fraude pode ser condenada a pagar indenizações por danos morais e materiais à vítima.

  • Risco de Prisão por Estelionato: O advogado detalhou que se a fraude for confirmada como método para enganar alguém e obter vantagem financeira, pode ser configurado como estelionato, que possui penalidade de 1 a 5 anos de reclusão, ou até mais em casos de fraude eletrônica.

A linha entre entretenimento e ilegalidade

Na sua publicação, Paulo Feitoza resumiu bem a seriedade da questão ao afirmar que o sistema judiciário não costuma tratar com desprezo esse tipo de “estratégia” que circula na internet. Ele salientou que o verdadeiro título da situação não envolve apenas corações partidos, mas também dinheiro perdido: “Enquanto a internet discute os boys… eu tô olhando o PIX. Uma coisa é partir corações. Outra é partir com o dinheiro dos outros”.

Até o fechamento deste artigo, Sandy Brasil não havia se manifestado sobre os possíveis desdobramentos jurídicos de suas orientações. O debate continua em alta: até onde vai a diversão nas mídias sociais e quando passa a ser um convite à conduta ilícita?

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